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Entenda, com a Sigma Educação, por que a formação docente erra ao ensinar a plataforma antes da aula

Um número da pesquisa TIC Educação, do Cetic.br, resume o desafio que a Sigma Educação, desenvolvedora de soluções educacionais integradas, observa nas redes de ensino: sete em cada dez estudantes do ensino médio que usam a internet recorrem à inteligência artificial generativa em pesquisas escolares, mas só 32% dizem ter recebido orientação da escola sobre isso.

A distância entre o que o aluno já faz e o que a escola consegue orientar passa, antes de tudo, pela formação docente. Nas escolas municipais, a mesma pesquisa mostra que a participação de professores em formações sobre tecnologias digitais caiu de 62% para 43% em três anos. E, mesmo quando a formação acontece, ela costuma repetir erros que explicam por que tanto investimento muda tão pouco a sala de aula.

Ensinar a ferramenta no lugar da prática

O professor passa uma tarde aprendendo onde fica cada botão da nova plataforma, e sai sabendo a criar turmas, postar atividades e exportar notas. Na segunda-feira, abre o sistema diante de trinta alunos e percebe que não sabe para que usá-lo na aula de frações.

Esse é o erro mais comum. A formação parte da tecnologia e espera que o professor descubra sozinho o uso pedagógico. O caminho que funciona é o inverso: começar por um problema de ensino que o docente já conhece, como a turma que não compreende enunciados, e só então mostrar como um recurso digital ajuda a resolvê-lo. A ferramenta aprendida assim tem motivo para ser usada.

Formação como evento, não como processo

Palestra na semana pedagógica, oficina isolada em julho, certificado no fim. Esse formato é barato de organizar e quase sempre inofensivo, no pior sentido da palavra, porque, segundo a Sigma Educação, nada do que foi visto encontra espaço para ser testado com acompanhamento.

Mudar uma prática docente exige ciclos: experimentar em sala, trazer o resultado para discutir com colegas e coordenação, ajustar e tentar de novo. Para a Sigma Educação e Tecnologia, a formação ganha consistência quando acompanha o professor ao longo do ano e conversa com o material que ele usa no dia a dia, em vez de acontecer paralela a ele. O horário de trabalho coletivo previsto na jornada docente, muitas vezes ocupado por avisos administrativos, é o lugar natural para esse acompanhamento.

Sigma Educação
Sigma Educação

Tratar todos os professores como se partissem do mesmo lugar

Na mesma sala de formação convivem a professora que já produz vídeos com a turma e o colega que ainda evita projetar slides. Oferecer aos dois o mesmo conteúdo, no mesmo ritmo, entedia uma e intimida o outro.

A saída é aplicar aos docentes a lógica que se espera deles com os alunos: diagnóstico inicial, trilhas diferentes e apoio entre pares. Um questionário curto no início do semestre, sobre o que cada professor já faz com tecnologia e onde sente insegurança, basta para formar grupos e evitar horas gastas com o que parte da equipe já domina. Professores mais experientes no digital podem conduzir parte das oficinas, o que valoriza quem já avançou e aproxima quem hesita.

A Sigma Educação avalia que a personalização da formação é coerente com a personalização do ensino, já que dificilmente um professor aplica em sala algo que nunca viveu como aprendiz.

O professor como autor, não como usuário

Os três erros, de acordo com a Sigma Educação e Tecnologia, têm uma raiz comum. Todos tratam o docente como alguém que precisa ser treinado para operar algo decidido em outro lugar, quando a mudança real depende de ele se reconhecer como autor da aula que a tecnologia vai apoiar.

Formações que partem dessa premissa perguntam menos “como se usa” e mais “o que você quer que seus alunos aprendam e onde eles travam”. A tecnologia entra depois, como resposta. É uma mudança de ordem simples de enunciar e difícil de sustentar, mas é ela que separa a escola que compra plataformas da escola que efetivamente ensina com elas.

 

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