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Crise nacional: por que Grêmio e Internacional viraram símbolo da luta contra o rebaixamento no Brasileirão

O que era, até poucos anos atrás, quase impensável para dois dos maiores clubes do país, se tornou uma realidade concreta na reta final da temporada 2026: Grêmio e Internacional figuram entre os times mais próximos da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, situação que projeta o drama do futebol gaúcho para o cenário nacional e reacende discussões sobre o planejamento esportivo dos clubes gaúchos fora do estado.

O retrato da tabela após a 24ª rodada

Levantamento do Departamento de Matemática e Estatística da Universidade Federal de Minas Gerais, divulgado após a 24ª rodada, mostra que o Internacional aparece com 41,7% de chance de queda para a Série B, número que só perde, entre os times fora do Z4, para o Vasco da Gama, com 66,4%. O Grêmio, apesar de não liderar o ranking de risco, segue no mesmo patamar de pontuação do rival: 25 pontos, mesma marca do Internacional, com a diferença resolvida apenas no critério de desempate. Já o Palmeiras segue na liderança nacional, com 48 pontos, seguido de perto pelo Flamengo, o que evidencia a distância entre o topo da tabela e a briga na parte de baixo, onde os dois gigantes gaúchos hoje se veem.

A situação ganha relevância nacional porque coloca em xeque a hegemonia histórica dos clubes do Rio Grande do Sul dentro do futebol brasileiro. Não se trata de um problema isolado de um único time em fase ruim, mas de uma dificuldade compartilhada pelos dois principais representantes do estado na Série A, o que reforça o tamanho do desafio enfrentado pelo futebol gaúcho neste momento da temporada. A queda de qualquer um dos dois à Série B teria impacto direto na representatividade do Rio Grande do Sul no cenário nacional, algo que não ocorre desde ciclos anteriores da história recente dos clubes.

Outros clubes na mesma briga

O Internacional não está sozinho nessa disputa. De acordo com o mesmo levantamento da UFMG, o Mirassol também aparece na zona de risco, junto de Remo, Santos e Vasco, formando um grupo de equipes tradicionais e emergentes que disputam, rodada a rodada, cada ponto na tentativa de permanecer na elite nacional em 2027. Do outro lado da tabela, times como São Paulo, que recentemente perdeu para a lanterna Chapecoense, também passaram a integrar essa lista, mostrando que a briga contra o descenso se ampliou para além dos nomes historicamente mais frágeis na competição.

Para o torcedor gaúcho, a sequência de resultados irregulares tanto de Grêmio quanto de Internacional aumenta a ansiedade em torno de cada rodada, sobretudo porque o cruzamento direto entre os rivais na Copa do Brasil, nesta semana, oferece uma rara chance de alívio emocional em meio a um cenário tenso na Série A. Ainda que a competição nacional de mata-mata não resolva o problema da pontuação corrida, uma boa campanha nela pode devolver confiança a dois elencos que vêm sentindo o peso da pressão coletiva.

O que vem pela frente

Com a temporada caminhando para a reta final e cada rodada valendo cada vez mais, tanto Grêmio quanto Internacional terão o desafio de equilibrar o desgaste físico das disputas simultâneas em Brasileirão e Copa do Brasil com a necessidade de somar pontos rapidamente para se afastar de vez do risco de rebaixamento. O resultado dessa equação, nas próximas semanas, deve definir não apenas o destino esportivo dos dois clubes, mas também o tamanho da presença gaúcha no futebol brasileiro de primeira divisão em 2027.

Fontes:

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