A inteligência artificial (IA) está presente em aplicativos, jogos, redes sociais, plataformas de estudo e até em carros modernos, mas, como expõe Sergio Bento de Araujo, muita gente ainda imagina que ela funciona como algo “mágico” ou misterioso. Na educação, entender como a IA realmente opera é parte importante da formação digital dos estudantes. Neste cenário, explicar o funcionamento da IA de forma simples e técnica ao mesmo tempo ajuda os alunos a usarem essas ferramentas com mais consciência, senso crítico e responsabilidade.
Neste artigo, passamos por uma explicação rápida sobre a IA que pode ser utilizada para a educação e inovação da sala de aula. Confira a seguir!
IA não pensa: Ela reconhece padrões
Ao contrário do que muitos imaginam, a inteligência artificial não “pensa” como um ser humano. Ela funciona analisando grandes quantidades de dados e identificando padrões. A partir desses padrões, o sistema consegue prever respostas, sugerir conteúdos ou classificar informações.

Por exemplo, quando um aplicativo recomenda um vídeo ou um exercício de matemática, ele está usando dados de comportamento para estimar o que pode ser mais relevante para aquele usuário. Sergio Bento de Araujo alude que explicar esse processo ajuda o estudante a entender que a IA depende diretamente da qualidade dos dados que recebe, e que erros podem acontecer quando os dados são incompletos ou enviesados.
Como a IA aprende: Treino, teste e ajuste
O aprendizado da IA acontece em etapas, informa o empresário especialista em educação, Sergio Bento de Araujo. Primeiro, o sistema é treinado com muitos exemplos, como imagens, textos ou números. Depois, ele é testado para verificar se consegue reconhecer padrões em novos dados. Por fim, os modelos são ajustados para reduzir erros.
Esse processo é parecido com o aprendizado humano: quanto mais exemplos e feedback, maior a chance de melhorar o desempenho. Mostrar essa lógica em sala de aula ajuda os alunos a compreenderem que a IA não nasce pronta e que seu desempenho depende diretamente do processo de treinamento, o que abre espaço para discutir qualidade da informação e responsabilidade no uso da tecnologia.
Por que a IA erra e “inventa” respostas?
Um tema importante para o uso educacional da IA é entender por que ela pode errar ou até “inventar” respostas que parecem corretas, mas não são. Isso acontece porque a IA trabalha com probabilidades, escolhendo a resposta mais provável com base nos dados disponíveis, e não com verificação de fatos em tempo real.
Na prática, isso significa que a IA pode produzir textos convincentes, mas incorretos. Para Sergio Bento de Araujo, esse ponto é fundamental na formação dos estudantes, pois reforça a importância de checar fontes, comparar informações e não aceitar respostas automaticamente, desenvolvendo pensamento crítico e autonomia intelectual.
IA como ferramenta de apoio, não como substituto do aprendizado
Na educação, a IA pode ajudar na explicação de conteúdos, na criação de exercícios personalizados e no apoio ao estudo, mas não substitui o processo de aprendizagem, frisa Sergio Bento de Araujo. O aluno precisa compreender, praticar e errar para realmente aprender.
Quando a IA é usada apenas para entregar respostas prontas, ela perde seu valor pedagógico. O uso mais produtivo acontece quando a ferramenta ajuda o aluno a entender o caminho até a solução, estimulando perguntas, simulações e revisões, em vez de simplesmente fornecer o resultado final.
Entender a IA é parte da educação do século XXI
A inteligência artificial já faz parte da vida dos estudantes, e ignorar seu funcionamento significa perder uma grande oportunidade educativa. Ensinar como a IA aprende, por que erra e como deve ser usada de forma responsável é essencial para formar usuários críticos e preparados para o mundo digital.
A escola tem papel central na formação tecnológica dos alunos, ajudando-os a compreender não apenas como usar ferramentas digitais, mas como elas funcionam e quais são seus limites. Assim, como resume Sergio Bento de Araujo, a IA deixa de ser um mistério e passa a ser uma aliada do aprendizado.
Autor: Kozlov Lebedev




