Como destaca Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, o projeto de expansão do gasoduto Keystone XL, liderado pela TransCanada, configura um dos principais marcos de infraestrutura energética da década. A iniciativa busca conectar as reservas de areias betuminosas de Alberta, no Canadá, ao polo de refino em Houston, Texas. Com cerca de 1.600 km de extensão, a obra exige não apenas aprovações políticas complexas, mas também soluções de engenharia de ponta capazes de proteger ecossistemas sensíveis, como a reserva de Sand Hills, em Nebraska.
Como o redesenho de rotas impacta a viabilidade de megaprojetos?
A necessidade de autorização do Congresso americano transformou o Keystone XL em um debate central sobre soberania e meio ambiente. Para reduzir resistências, a TransCanada apresentou rotas alternativas que evitam áreas de maior vulnerabilidade ecológica. Nesse contexto, a engenharia moderna precisa ser proativa na busca por soluções que minimizem impactos no solo. Tecnologias que viabilizam a instalação segura de dutos em diferentes geografias tornam-se decisivas para que projetos dessa magnitude obtenham licenças e cumpram cronogramas associados a investimentos bilionários.
A participação de empresas brasileiras em projetos norte-americanos já deixou de ser apenas uma possibilidade e passa a se consolidar como realidade. Durante a feira de Pipeline em Calgary, a Liderroll reforçou sua posição como a única empresa privada do Brasil com estande próprio, apresentando tecnologias exclusivas para o setor. Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, estar presente no centro das discussões em Calgary amplia as chances de que a tecnologia nacional de suportação e lançamento de dutos seja considerada nos trechos mais desafiadores do Keystone XL e de outros ramais estratégicos.
Quais são as oportunidades imediatas no trecho Oklahoma,Texas?
Diferentemente do projeto transfronteiriço, o gasoduto que conecta Oklahoma ao Texas possui tramitação de aprovação mais simples, por não depender diretamente do Congresso americano. Esse trecho representa uma janela imediata de oportunidades para fornecedores de tecnologia.
Paulo Roberto Gomes Fernandes ressalta que a agilidade na execução dessa obra interna funciona como campo de prova para a eficiência das soluções de suportação. A rapidez de resposta e a durabilidade dos componentes brasileiros têm atraído a atenção de executivos internacionais interessados em mitigar riscos operacionais desde o início da construção.

Por que a feira de Calgary é um ponto de inflexão para o setor em 2026?
A conferência no Canadá se consolida como o principal fórum de decisões para a infraestrutura de midstream no hemisfério norte. De acordo com Paulo Roberto Gomes Fernandes, o evento é o espaço onde a inovação brasileira encontra a demanda global por segurança e sustentabilidade.
A apresentação de suportes capazes de garantir a integridade dos dutos em ambientes de alta pressão e variação térmica posiciona o Brasil na vanguarda da construção pesada voltada ao setor de óleo e gás, ampliando a exportação de inteligência de engenharia para projetos bilionários.
Perspectiva de mercado: a consolidação da infraestrutura transcontinental
A conclusão desses gasodutos deverá assegurar um fluxo energético mais estável para o mercado americano e abrir precedentes para novas parcerias tecnológicas. Paulo Roberto Gomes Fernandes conclui que a colaboração entre a engenharia brasileira e operadoras internacionais é fundamental para o sucesso de redes de transporte resilientes. O amadurecimento das negociações iniciadas anos atrás, aliado à demonstração contínua de eficácia técnica, indica que a tecnologia nacional tende a se manter como elemento-chave da integração energética das Américas em 2026.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez




