Haeckel Cabral Moraes explica que ginecomastia é o aumento da mama masculina por crescimento de tecido glandular, que causa sensibilidade e incômodo com o contorno do tórax. Muitos associam a queixa apenas à gordura localizada, contudo, o volume pode envolver variações hormonais, medicamentos e condições clínicas. Nesse sentido, investigar a origem do aumento orienta a escolha entre observação, tratamento causal e, quando indicado, correção cirúrgica.
O que caracteriza a ginecomastia e por que ela aparece
A ginecomastia se diferencia da pseudoginecomastia, em que predomina gordura subcutânea sem crescimento glandular relevante. A partir disso, a avaliação clínica observa consistência e distribuição do volume, verificando se existe tecido mais firme atrás da aréola, sensibilidade ou assimetria. Por conseguinte, entram no raciocínio variações hormonais da puberdade, mudanças associadas ao envelhecimento e alterações no equilíbrio entre testosterona e estrogênio.
Entretanto, fatores externos também podem participar do quadro. Entre eles, aparecem medicações com potencial de interferência hormonal, uso de substâncias que modulam o eixo endócrino e condições que afetam fígado, rim ou tireoide. Na avaliação de Haeckel Cabral Moraes, reconhecer esses gatilhos é relevante porque corrigir a causa pode estabilizar a evolução e reduzir desconforto, mesmo quando parte do volume persiste.
Avaliação clínica e exames que ajudam a diferenciar causas
A consulta costuma iniciar com anamnese detalhada, incluindo tempo de evolução, dor, presença de secreção e histórico de uso de hormônios ou anabolizantes. Dessa forma, o exame físico verifica limites do tecido aumentado, relação com a aréola e sinais associados. Contudo, crescimento rápido unilateral, endurecimento atípico ou alterações cutâneas indicam investigação mais cuidadosa, pois é essencial afastar diagnósticos menos comuns.

A solicitação de exames depende do contexto, mas pode incluir avaliação hormonal e marcadores metabólicos quando há suspeita de desregulação endócrina. Sob o entendimento de Haeckel Cabral Moraes, reunir esses dados melhora a segurança do planejamento e evita que uma correção de contorno ignore uma condição subjacente. Ainda assim, a interpretação precisa considerar idade, composição corporal e hábitos, para que o plano terapêutico seja coerente com o caso.
Opções de tratamento e como se decide a abordagem cirúrgica
O tratamento pode variar desde acompanhamento, quando o quadro é recente e transitório, até intervenção cirúrgica em casos persistentes. Haeckel Cabral Moraes pontua que a cirurgia costuma ser considerada quando há tecido glandular consolidado, desconforto funcional ou repercussão relevante na rotina, desde que a avaliação clínica indique estabilidade. Nesse cenário, as técnicas podem combinar retirada de glândula, lipoaspiração e refinamento do contorno para harmonizar o tórax.
A escolha da estratégia depende do volume, do grau de flacidez e da qualidade da pele. Em contrapartida, excesso cutâneo importante pode exigir ressecção de pele e ajuste do posicionamento do complexo aréolo-papilar, o que altera o padrão de cicatriz. Haeckel Cabral Moraes frisa que o objetivo técnico é reduzir projeção e melhorar o desenho torácico preservando naturalidade, sem prometer simetria absoluta. Desse modo, alinhar expectativas sobre cicatriz e tempo de acomodação integra a decisão.
Recuperação, cicatrizes e expectativas realistas
A recuperação envolve controle do edema, proteção da área operada e retorno gradual às atividades conforme orientação individualizada. Conforme informa Haeckel Cabral Moraes, a malha compressiva costuma ser indicada para auxiliar a acomodação dos tecidos e reduzir irregularidades iniciais, enquanto esforços intensos tendem a ser restringidos por um período. Nesse sentido, variações de sensibilidade e áreas de endurecimento temporário podem ocorrer, sem que isso signifique um problema.
O contorno se consolida de forma progressiva, à medida que o tecido cicatricial amadurece e a pele se adapta ao novo volume. Manter peso estável, evitar substâncias que interfiram no eixo hormonal e revisar medicações em uso ajudam a proteger o resultado e reduzir risco de recorrência. Por fim, uma expectativa realista inclui compreender que pequenas diferenças entre lados podem persistir e que o acompanhamento pós-operatório integra o cuidado.
Autor: Kozlov Lebedev




