Na análise de Tiago Schietti, o setor funerário passa por transformações silenciosas, mas profundas. Mudanças culturais, avanço da tecnologia, novas exigências regulatórias e expectativas mais altas das famílias exigem uma gestão cada vez mais profissional. Nesse cenário, o planejamento estratégico deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade para a sustentabilidade dos negócios.
Pensar no longo prazo, especialmente em um segmento tão sensível, significa equilibrar eficiência operacional, responsabilidade social e qualidade no atendimento. Empresas que se antecipam às mudanças conseguem atravessar períodos de instabilidade com mais solidez e construir relações duradouras com a comunidade. Leia para saber mais sobre o tema!
O que é planejamento estratégico no contexto funerário?
O planejamento estratégico no setor funerário envolve definir objetivos claros, identificar riscos, mapear oportunidades e alinhar recursos para garantir a continuidade e a relevância do serviço ao longo do tempo. Conforme elucida Tiago Schietti, não se trata apenas de crescimento financeiro, mas de visão institucional.
Essa prática permite que a empresa compreenda seu papel social, sua posição no mercado e os caminhos possíveis para evoluir sem perder sua essência. Em um serviço que lida diretamente com o luto, decisões improvisadas costumam gerar impactos negativos difíceis de reverter.
Por que pensar no longo prazo é tão importante nesse setor?
Essa é uma pergunta essencial para gestores e operadores funerários. Segundo Tiago Schietti, o setor não funciona apenas por demanda espontânea, mas por confiança construída ao longo de anos.
A visão de longo prazo permite antecipar tendências, adaptar serviços às mudanças sociais e evitar decisões reativas em momentos de crise. Além disso, fortalece a capacidade de investimento em infraestrutura, pessoas e inovação, garantindo atendimento digno mesmo em cenários adversos.
Elementos fundamentais de um planejamento estratégico eficaz
Um planejamento estratégico bem estruturado começa com uma leitura realista do contexto em que a empresa está inserida. A partir disso, alguns elementos são indispensáveis para orientar decisões consistentes.

- Análise do perfil da comunidade atendida;
- Avaliação da estrutura operacional e financeira;
- Definição clara de missão, visão e valores;
- Gestão de riscos regulatórios e sanitários;
- Planejamento de investimentos e capacitação.
Esses pontos funcionam como base para escolhas mais seguras e alinhadas com os objetivos do negócio.
Alinhamento entre estratégia, operação e atendimento
Não basta ter um planejamento bem elaborado no papel. Ele precisa estar conectado à rotina operacional e, principalmente, ao atendimento prestado às famílias. Na visão de Tiago Schietti, quando há desalinhamento, a experiência do usuário sofre e a credibilidade da empresa é afetada.
No setor funerário, cada detalhe comunica valores. Processos bem definidos, equipes treinadas e decisões coerentes com a estratégia fortalecem a percepção de profissionalismo e cuidado. A visão de longo prazo se materializa justamente na consistência do dia a dia.
Planejamento estratégico e inovação no setor funerário
A inovação é parte importante do planejamento estratégico, mesmo em um setor tradicional, assim como aponta Tiago Schietti. Novas tecnologias, modelos de serviço mais humanizados e soluções digitais para gestão e comunicação já fazem parte da realidade funerária.
Empresas que incluem a inovação em seu planejamento conseguem evoluir sem rupturas bruscas. Isso inclui desde melhorias operacionais até novas formas de relacionamento com as famílias e com a comunidade, sempre respeitando a sensibilidade do serviço.
Sustentabilidade, legado e responsabilidade social
Pensar estrategicamente também é pensar no impacto social e ambiental da atividade funerária. Questões como destinação adequada, uso consciente de recursos e práticas sustentáveis precisam estar incorporadas à visão de longo prazo.
Além disso, o planejamento estratégico contribui para a construção de um legado institucional, como reforça Tiago Schietti. Empresas que atuam com clareza de propósito deixam uma marca positiva na comunidade e fortalecem sua relevância ao longo das gerações.
Visão de longo prazo como base para a confiança
Em resumo, no setor funerário, a confiança é construída com consistência, tempo e coerência entre discurso e prática. O planejamento estratégico é a ferramenta que sustenta essa coerência, orientando decisões mesmo nos momentos mais desafiadores.
Ao adotar uma visão de longo prazo, o serviço funerário se posiciona não apenas como um prestador pontual, mas como uma instituição preparada para cuidar, acolher e servir a sociedade de forma responsável e contínua.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez




